quinta-feira, 16 de junho de 2011

Moedeira de Zíper

     Aprendi a fazer esta moedeira com um kit japonês. Quando a vi na loja, achei muito interessante e adquiri uma para aprender a fazer. Necessita-se de apenas um zíper e um pedaço de fita e o formato da moedeira varia de acordo com a forma como se é costurado, com a largura e comprimento final da fita, etc.

      Este projeto é muito engenhoso. Quem diria que é só fechar o zíper e tcham tcham tcham tcham! tem-se uma moedeira?


 
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     Mas, antes de começar a fazer a moedeira, fui aprender um pouco sobre o zíper e suas partes para montar o passo a passo.


     Já imaginaram ter que abotoar ou amarrar todas as suas peças de roupa se o zíper não existisse?

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Faux Chenille

Aprendi uma técnica nova!!! 

Bem, a técnica em si já é bem conhecida entre as pessoas que fazem quilt. Mas desde que a havia visto numa revista, estava muito curiosa para tentar. Depois de organizar a nova moradia, fui dar os toques finais colocando um vaso aqui, um quadro acolá.... mas quando fui procurar um tapete para colocar na cozinha, não tinha nenhum que fosse do tamanho apropriado. Como tenho minha coleçãozinha de tecidos, foi uma ótima oportunidade para tentar esta técnica nova.

Faux chenille consiste basicamente em costurar fileiras estreitas paralelas em várias camadas de tecidos e depois cortar as camadas superiores dos tecidos entre as fileiras costuradas. É uma técnica super simples mas o resultado é muito bonito e impressionante.

Em cima de 4 camadas de tecido (flanela), adicionei 3
camadas de flores para dar o aspecto de apliquè.

Depois de costurar e cortar as fileiras...

Depois de lavar e secar, o aspecto de chenille desabrocha!

 Aproveitei e montei o passo-a-passo para quem quiser experimentar esta técnica.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Fazendo arte na cozinha

     Antes de esquecer do sabor, corri para a cozinha para tentar fazer a panqueca coreana. Encontrei várias receitas, mas num momento de fome extrema, acabei comprando um pacotinho com as farinhas já misturadas, aquela que só se acrescenta água... Mas a próxima eu misturo as farinhas eu mesma! Bom, de qualquer jeito, o resultado estava delicioso! Com vocês, Pa-Jeon (파전)!!!

Antes e depois

Experimentando com os molhos: coreano (molho de soja com vinagre e uma pimentinha) ou tailandês (molho de soja, vinagre, fish sauce, chili adocicado)???

Pronto!

Coreia, Korea, 韓国, 한국!!!

     Aqui, começando esta nova página no blog, começo também uma nova página de minha vida. País novo, vida nova? Está sendo uma experiência super estimulante. Aprender uma nova língua, uma nova cultura e é claro, aprender a arte local!
     Para aprender isso tudo, nada como uma visita ao Korean Folk Village, onde tivemos um intensivão sobre o país. Este parque foi criado com o objetivo de ensinar as crianças sobre a cultura e a tradição coreana. É um projeto interessantíssimo que deveria servir de exemplo a outros países. Aqui eles mantêm vivos o estilo de vida original e a essência do povo. Vimos de tudo um pouco, mas antes de começar, fomos ingerir umas calorias no Restaurante Korea, logo na entrada do parque.

Oba! menu com fotos.

Utensílios básicos, colher e hashi (detalhe: pauzinho de metal)

Sanchae Bibimbap (arroz com verduras da montanha)

A infalível pimenta!

Modeumhae Mulbo Chu-Jeon (panqueca coreana de frutos do mar e cebolinha). Ufa! Com este nome enorme, só apontando para mostrar o que queria...

Estava muuuuito bom!
     Bom, depois de encher a pança, começamos nossas perambulações pelo parque. Primeira parada, Museu de Cerâmica.
Panela para cozinhar a vapor. O "narigão" é por onde escorre o vapor condensado.
Potes gigantes para guardar kimchi (verduras em conserva). O vermelho é da pimenta, é claro!
Como seria uma cozinha moderna com os utensílios tradicionais?
Cozinha tradicional
     Daí seguimos para visitar os artesãos. No parque há artesão residentes que compartilham suas artes com os visitantes.
Fiandeira

Cesteiro

Vestidinhos tradicionais Hanbok

Tecidos!

Artesão fazendo cachimbos (cachimbeiro?)

Artesão fazendo leques (lequeiro?)
O chineleiro (???) não estava em casa...

Mas deixou uma pilha de chinelos prontos!
     O parque é enorme e para mostrar tudo vou precisar de um blog só para isso. Então, que tal virem aqui que os levo para visitá-lo?

     Este foi só um petisco do que nos aguarda estes próximos anos que passaremos aqui. Haverá muito o que contar mais para frente.

domingo, 22 de maio de 2011

Boro Ichi (ボロ市) e Kimono (着物)


     Todos os anos, nos dias 15 e 16 de janeiro e 15 e 16 de dezembro, acontece um evento que vem sendo repetido desde 1578 perto da estação Setagaya, em Toquio!  Boro-Ichi! O nome não é muito atraente, já que traduzido literalmente significa Feira de Retalhos (ou Feira de Velharia?!) Bem, impressões à parte, há tempos pensava em ir porque fiquei sabendo que poderia adquirir tecidos japoneses e retalhos de kimonos a preços imbatíveis. Eu adoro colecionar tecidos e retalhos e não poderia deixar passar esta oportunidade. Afinal, nunca se sabe quando vou precisar e ter o material à mão já é meio caminho andado.

     Como este ano foi meu último ano no Japão, criei coragem e fui a busca de meu baú de tecidos japoneses. Depois de algumas baldeações, com direito a trenzinho de 2 vagões extremamente lotado, cheguei em Setagaya!

     A aventura começou logo na porta da estação, com barraquinhas de petiscos,  docinhos e sopas quentes. Para não perder tempo, ignorei o estômago e fui procurar as lojas de tecidos. Havia centenas de barraquinhas montadas nas ruas, uma colada na outra e milhares de pessoas preenchedo qualquer espaço disponível. De acordo com as estatísticas, havia cerca 700 vendedores e 200.000 visitantes!  Parecia com um flea market com muitos produtos usados, algumas velharias beirando a antiquidade... e kimonos! pilhas e mais pilhas de kimonos usados, nas mais variadas condições imagináveis.


     Depois de vasculhar pilhas e mais pilhas de tecidos, encontrei duas peças de tecido que me agradaram. A rosa parece ser seda e a azul parece um brocado.
     Agora tenho que criar um projeto para utilizá-las!

     As peças de tecidos para kimono têm normalmente 36cm de largura por 3.8m de comprimento, medidas ideais para não precisar cortar o tecido longitudinalmente.

     Há uns anos atrás eu tive a oportunidade de aprender a costurar um yukata a mão! O yukata é muitas vezes confundido com o kimono, mas ele é bem mais simples, feito com tecido de algodão e usado no verão. Foram várias aulas semanais onde a professora mediu, cortou e marcou o tecido e depois eu costurei. Já falei que foi a mão? Pois então, costurei metros e mais metros de pano. Às vezes, depois de espetar o dedo várias vezes, dava vontade de, sorrateiramente, passar a máquina na coisa. Mas continuei, determinada a fazer o yukata como deve ser feito: com muito suor e espetadas no dedo!
Kato-sensei dando uma retocada num yukata.

     Nas aulas aprendi não só o método tradicional de se costurar um yukata, como também a utilizar um instrumento muito útil quando se costura a mão: Kukedai e Kakehari (くけ台とかけはり). Basicamente, utiliza-se o kukedai e kakehari como uma terceira mão, para esticar o tecido enquanto se costura a mão. Assim o tecido não enruga.

     No Wikipedia encontrei uma ótima descrição deste instrumento. Eis aqui uma ilustração do kukedai que se usa quando se costura sentado no chão à la japonesa.
Na versão mais moderna, prende-se o kukedai na mesa. 
Nada de costurar sentada no chão!
Assim, depois de alguns suados meses, terminei meu yukata. 
     Obrigada, Kato-sensei!
Caroline vestindo um kimono tradicional de 12 camadas.
     Todos os anos, Kato-sensei acompanha um grupo de estrangeiros até Saiku, perto do Templo de Ise, na Província de Mie. Neste passeio, alguém se voluntaria para vestir um kimono tradicional de 12 camadas, Juunihitoe (十二単) que era usado antigamente pelas mulheres nobres. Aqui poderão ver uma sequencia de fotos de uma das alunas de Kato-sensei sendo vestida. Quando eu fui, Caroline foi escolhida para ser nobre por um dia. Belíssima!

Culinária também é arte!

     Esta estória merece um capítulo à parte. Enquanto o marido escalava as montanhas de Railay, fui fazer algo que gosto: cozinhar. Não achei que fosse para a cozinha durante as férias, mas como adoro comida tailandesa, tive que aprender esta arte.

     A escola de culinária era uma cozinha aberta, super arejada, com vista para um dos paredões de pedra. Cheguei e lá fui conhecer vários os ingredientes e aprender a combiná-los esperando que o resultado fosse comestível. Macarrão de soja (glass noodle), macarrão de arroz (rice noodle),  galangal, capim-limão, folha de limão kaffir, turmérico, coentro, salsinha, chalota, fish sauce, molho de soja negro (black soy sauce), leite de coco (coconut milk), masaman curry paste, tofu, jelly mushroom (cogumelo geléia?!)...  Nossa! muitas das especiarias só conhecia de nome ou na forma desidratada.

Turmérico
Gengibre e folhas de limão keffir
Capim-limão

     Depois de sermos apresentados aos ingredientes que utilizaríamos, passamos a cortar, picar e separar as porções.

O processo:


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A audiência:
    Contamos com a presença de uma gatinha muito simpática durante toda a aula.


O menu do dia:
Poh Piah Thod (rolinho primavera)


Phad Thai (macarrão com verdura), meu preferido!

Tom Kha Gai (sopa de frango com leite de coco), 
e sim, o nome é este mesmo!

Masaman Curry

Banana com leite de coco (este não deu tempo de tirar fotos... comi tudo!)

Foi uma experiência deliciosa!

Muitas das especiarias não consegui encontrar mais. No entanto, o Pad Thai tem sido uma presença constante nas nossas refeições. Hmmmmmm